BIOTIPOLOGIA HUMANA

Temperamento – s.m. (Do Lat. Temperamentum "combinação"). Carácter de um indivíduo que corresponde ao conjunto dos seus traços psicológicos e que o distingue dos outros, condicionando-lhe a constituição física, o comportamento e as emoções.

Explicar o temperamento humano tem sido desde os tempos mais remotos, uma constante preocupação. Embora não seja tarefa fácil, o temperamento tem contribuído para se compreender a natureza humana e pode ser entendido como a maneira ou forma com que uma pessoa, pensa, age e fala. A classificação dos quatro temperamentos tiveram sua origem no estudo dos Quatro Elementos: Água, Terra, Fogo e Ar, referenciados em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica da antiguidade.

No Egito Antigo, a astrologia era parte integrante da medicina e o primeiro médico egípcio conhecido foi Imhotep (2980 a 2900 A.C.), tido como o sacerdote que desenhou uma das primeiras pirâmides. Grande curandeiro, foi deificado, e utilizava ervas medicinais em seus preparados mágicos. Os Papiros de Ebers do Egito foram um dos herbários mais antigos que se têm conhecimento, datando de 1550 A.C., e ainda está em exibição no Museu de Leipzig (são 125 plantas e 811 receitas). Os Egípcios em seus primórdios de civilização acreditavam que habitavam corpos de animais e dentro de uma análise feita pelos Hierofantes, dividiam a humanidade em 4 temperamentos, os quais consideravam que tinham a sua origem num grupo animal específico.

Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina aiurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra. Esses humores formaram a base da medicina de Hipócrates, e ainda fazem parte da psiquiatria, onde se sabe que certas doenças mentais graves, como a esquizofrenia, está associada a certos tipos físicos (como longilineo, brevilíneo, etc.) A predominância de certo elemento, ou humor, determina o tipo físico da pessoa, segundo os médicos de Cós.

A teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, surgiu na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água. No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água. Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor, estados de mutação da matéria-energia.

Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças sutis que se manifestariam através de transformações recíprocas. É o que se depreende do texto enciclopédico de Cornelius Agrippa, De occulta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época.

A astrologia, que era usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sangüíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biotipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão:
 • Colérico: coração
 • Fleumático: fígado
 • Sangüíneo: rins
 • Bilioso: pulmões

Cada um desses tipos teria então um órgão indicativo de seu estado de relativa saúde ou doença, e durante determinada estação do ano estaria mais propenso a desequilibrios.

Hipócrates, conhecido como o pai da Medicina, deixou como herança a ética médica. Até hoje os formandos de medicina fazem o juramento de Hipócrates. Os médicos gregos tornaram-se célebres pelo seu renome e pelos sucessos obtidos em todos os países do Mediterrâneo e fixaram-se principalmente em Roma, onde muitos deles fizeram uma brilhante carreira. Os Fundadores das Escolas Filosóficas Gregas tiveram a sua iniciação no Egito e agregaram à sua cultura o conhecimento dos quatro temperamentos. Quando Roma dominou a Grécia, incorporou estes conhecimentos, os quais passaram a ser estudados no mundo ocidental.

Na Grécia Antiga, Hermes Trismegistos, cujos termos designam "Hermes, o três vezes grande", nome dado pelos egípcios a Thot, deus lunar e assimilado como Mercúrio pelos romanos, classificou e definiu o temperamento humano em 4 categorias: o colérico, o melancólico, o fleumático, e o sanguíneo, relacionados aos quatro elementos: Fogo, terra, água e ar. No começo do século XX, esse estudo foi dinamizado por grandes pensadores, como Rudolf Steiner (antroposofia), Freud (psicanálise), Jung e outros. Também podemos encontrar definições como: hepático, pulmonar, renal e cardíaco, nomenclatura esta que passaremos a adotar.

CARACTERÍSTICAS DOS QUATRO BIOTIPOS

BIOTIPO HEPÁTICO (colérico)

Palavras Chave: Vontade forte, Ambição, Irascível, Fisicamente bem definidos, Robustos, Brigão, Vingativo, Inoportuno, Arrogante, Ousado, Imprudente, Engenhoso, Sedutor, Tirano, Otimista, Inesgotável, Agressivo, Afirmativo, Gosto por comandar, Impaciente, Odeia detalhes, Exige demasiado e dá demasiado, Extremista, Gosto por reconhecimento público, Muito inquieto, Excessivo, Brincalhão, Mordaz, Nervoso e Astuto.

O temperamento do biotipo hepático é honestíssimo, cujas características são a fidelidade, a dedicação, protegendo o seu pai ou amigos. Possui memória investigativa o que o leva a aceitar um conhecimento novo só após estudá-lo. É intuitivo.
Fisicamente é geralmente miúdo quando criança, olhos brilhantes, ombro largo, tórax desenvolvido e testa larga.
Emocionalmente é criativo, tem orgulho e amor próprio, muito confiante, revolucionários, tem na intuição a sua forte característica e tem ligação forte com o pai.

BIOTIPO PULMONAR (melancólico)

Palavras Chave: Detalhado, Ponderado, Lógico, Tendências depressivas, Fisicamente magro, Estatura média, Prudente, Lentos a resolver assuntos, Fraudulento, Teimoso, Invejoso, Duvidoso, Triste, Temeroso, Insubordinado, Inexorável, Ambicioso, Taciturno, Anti-social, Analítico, Pessimista, Conhecedor, Estudioso, Desconfiado e Solitário.

O temperamento do biotipo pulmonar pode ser considerado indisciplinado quando solicitado por outros, mas com sua vida terá férrea disciplina. Apresenta memória fotográfica sendo altamente criativo em todas as áreas da prática do conhecimento humano.
Fisicamente apresenta mãos e pés bonitos e bastante longos em relação ao corpo longilíneo.
Emocionalmente melancólico, solitário, criativo e desconfiado. Caso sofra opressão, crítica, ou seja surpreendido por mudanças bruscas ou radicais, questionará a situação não de forma ostensiva, mágoa e forte ligação com a mãe.

BIOTIPO RENAL (fleumático)

Palavras Chave: Emoção controlada, mas de sentimentos fortes, Fisicamente cheios e baixos, Covardes, Indolentes, Dedicado, Inconstante, Linguarudo, Maçador, Preguiçoso, Contemplativo, Reservado, Tímido, Resignado, Lento, Profundo estudioso, Caseiro, Hesitante, Invejoso, Mesquinho, Egocêntricos, Envergonhados, Ganancioso e Sóbrios.

O temperamento do biotipo renal busca e se fortalece na convivência em grupo.
Fisicamente apresenta mãos e pés pequenos em relação à proporção corporal, entretanto há uma pequena parcela que apresentam mãos e pés grandes, cabelos grossos, olhos com pouco brilho; distingue vários sons simultaneamente, precisam tomar pouca água, mas não transpiram e urinam bastante.
Emocionalmente é ligado ao pai, perfeccionista por natureza, buscam a segurança, gostam de pessoas mais velhas e colecionam objetos, especialmente antigos.

BIOTIPO CARDÍACO (sanguineo)

Palavras Chave: Sociável, Amigável, Não se mantêm no mesmo sítio por muito tempo, Fisicamente bem proporcionados, Alegre, Generoso, Dedicado, Afável, Pacificadores, Honesto, Modesto, Religioso, Superficial, Distraído, Otimista, Fiel, Liberal, Cortês, Misericordioso e Confiável.

O temperamento do biotipo cardíaco é admirado pelo seu porte. A memória é acumulativa, demorando, as vezes para compreender e aprender algo, mas a partir do momento que o faz, não esquece mais. Acredita ter nascido para dar certo na vida.
Fisicamente apresenta cabelos finos, tórax desenvolvido, tronco curto, possui brilho nos olhos, pele seca e clara.
Emocionalmente é espontâneo, descontraído e bastante extrovertido. Não guarda raiva e a franqueza é sua principal virtude. Apresenta forte ligação com a mãe.

CONCLUSÃO

A adequação alimentar de acordo com tipos humanos, que era praticada no Egito e na Grécia. Agora, surge com a força de uma chave natural para a saúde no século 21, baseada em metodologia interdisciplinar que une conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa, da psicologia e da biotipologia. A terapia biotipológica, baseada na terapia alimentar, sem remédios e com baixo custo de tratamento, é a proposta do professor Carlos Beretta, Ele assegura que fazendo corretamente a alimentação recomendada para cada biotipo a pessoa se sentirá equilibrada, tanto física quanto emocionalmente. Com melhor funcionamento fisiológico, o indivíduo fica mais bem-humorado, tem mais disposição, com conseqüente perda ou aumento de peso, conforme cada caso, vivendo melhor e com saúde.

A terapia biotipológica, quando associada à alimentação, torna-se um instrumento de grande valia para o homem moderno, pois ao mesmo tempo em que cuida do corpo e do espírito, o levará a integrar-se plenamente ao mundo em que vive.

Para saber mais leia o livro: Biotipologia: um estudo da essência humana
Carlos Beretta e Hélio Cyrino - Informações: (24) 3342-1977 ou (11) 3129-5831

Carlos Roberto ( Amon Sol )


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